A Administração Civil israelense, o organismo militar que administra os assuntos civis no território ocupado da Cisjordânia, ordenou a retirada de mais de 1 mil oliveiras recém-plantadas por agricultores palestinos com o argumento de que isso foi feito dentro de uma reserva natural.
A reserva de Nahal Kana é uma das mais importantes do norte da Cisjordânia, mas em seu interior há áreas privadas que os palestinos da região trabalham desde muito antes de ser declarado espaço protegido, informa nesta terça-feira o diário “Ha’aretz”.
Os habitantes do povoado afetado, Deir Istiya, iniciaram uma batalha judicial para exigir seu direito a explorar suas terras e “ganhar o sustento diário”.
“A Administração Civil nos diz que devemos preservar o status quo, mas não aceitamos o argumento”, manifestou ao diário Nazmi Salman, prefeito da aldeia, para quem “há aqui um peso e duas medidas, porque na zona foram criados assentamentos e estes se expandiram”.
“Inclusive construíram uma estrada no meio da reserva levando a uma das colônias”, acrescentou. Esta é a segunda vez neste ano em que o povoado palestino enfrenta a exigência de destruir suas árvores, já que há seis meses a Administração Civil arrancou centenas delas.
Funcionários do organismo militar e da Autoridade israelense de Parques Naturais alegaram que nos últimos anos os palestinos vêm tentando ampliar a zona de cultivo e até cavaram um canal ao qual desviavam a água de um dos mananciais, o que causou um grave dano à reserva