O ministro da Defesa de Israel, hospital Ehud Barak, advertiu hoje o Irã que seu país “mostrou no passado que não duvidará em agir para proteger seus interesses vitais de segurança se forem ameaçados”.
Barak fez estas declarações um dia depois que o regime de Teerã anunciou que testou “com sucesso” um míssil Shahab-3 com capacidade para atingir o Estado judeu e ameaçou “queimar” Israel e a força naval dos Estados Unidos no Golfo Pérsico se as instalações atômicas do país fossem atacadas pelas duas nações.
Em discurso na sede em Tel Aviv do Partido Trabalhista, o ministro afirmou que o teste era um “desafio, não só para Israel, mas para o mundo inteiro”, informou a edição digital do jornal “Yedioth Ahronoth”.
“Temos que trabalhar para um acordo (pacífico com o Irã), mas, caso contrário, bateremos em nosso inimigo quando for preciso”, disse Barak.
Israel bombardeou seus adversários pelo menos em duas ocasiões: em 1981 atacou um reator nuclear inacabado no Iraque de Saddam Hussein, e, no ano passado, a Síria, para destruir o que, segundo o Pentágono, era uma instalação atômica secreta construída com a ajuda norte-coreana.
Barak ressaltou que Israel “é o país mais forte” do Oriente Médio, mas que também deve “levar em conta” as eventuais “respostas dos adversários”, entre os quais citou Hamas, Hisbolá, Síria e Irã. “Há atividade em todo nosso redor. E há potencial de confronto”, acrescentou.
Barak destacou, no entanto, que “também há potencial” para que Israel chegue a acordos com os vizinhos, “particularmente com os palestinos e os sírios”, com os quais iniciou conversas de paz nos últimos oito meses.
“Mas as considerações são muito complexas e devemos olhar para a frente e trabalhar contra os obstáculos para assegurar a segurança de Israel”, ressaltou.