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Israel e ANP começam a elaborar texto conjunto para conferência de paz

Arquivo Geral

03/10/2007 0h00

Negociadores israelenses e palestinos terão na próxima semana mais uma oportunidade para acabar com o principal empecilho observado nos diálogos entre as partes: a elaboração de um documento conjunto para ser apresentado na conferência de paz prevista para novembro nos Estados Unidos.

A importância desse texto reside no fato de que servirá de base para o acordo de paz sobre o qual as partes devem trabalhar após a conferência, viagra order e que, unhealthy segundo a Autoridade Nacional Palestina (ANP), more about poderia ser assinado seis meses depois.

A decisão de começar a redigir a minuta desse documento, considerado crucial, é o principal resultado do encontro que reuniu hoje em Jerusalém por mais de duas horas o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas.

Os grupos de trabalho das duas partes, que hoje pela primeira vez participaram da reunião entre os dois líderes, integrarão encontros quinzenalmente até novembro para preparar a tão aguardada declaração, indicou o porta-voz de Abbas, Mohammed Edwan.

Embora a decisão de dar início à redação do texto parece descartar um rancor entre as partes, israelenses e palestinos mantêm ainda posturas muito diferentes sobre seu conteúdo.

O presidente da ANP pretende ter, em novembro, um texto concreto que inclua um calendário claro de aplicação, enquanto o primeiro-ministro israelense prefere uma declaração de intenções exposta em termos genéricos.

Essa divergência se reflete no nome com que as partes se referem ao texto: enquanto o porta-voz de Olmert, David Baker, falava hoje em uma “declaração conjunta”, Saeb Erekat, assessor de Abbas, ia além e fazia alusão a um “documento conjunto sobre os temas” que serão discutidos na conferência de paz.

Em qualquer caso, a declaração abordará “temas relevantes do conflito” e abrangerá “os objetivos de ambas as partes”, disse Baker, sem precisar se incluirá no texto questões mais espinhosas, como as fronteiras do futuro Estado palestino, o status de Jerusalém e o problema dos refugiados palestinos.

Por isso, as equipes de trabalho “se reunirão com a freqüência necessária” para resolver essas diferenças, comentou o porta-voz de Olmert.

O objetivo é fazer com que a conferência – prevista para ocorrer na base militar de <i>Annapolis</i> (estado americano de <i>Maryland</i>) – “impulsione a conclusão de um acordo de paz definitivo”, explicou Erekat em entrevista coletiva em Ramala após a reunião desta quarta.

Tal acordo, acrescentou, se baseará “no Mapa de Caminho, na visão do presidente (americano, George W.) Bush de uma solução para a fórmula de dois Estados, na iniciativa árabe de paz e na legitimidade internacional”.

Caso venha a ser obtido, o acerto necessitaria de aprovação popular, em consulta promovida posteriormente pelo presidente palestino, informou hoje um de seus assessores, Nabil Amre.

Erekat ressaltou ainda que as reuniões dos grupos de trabalho não vão supor um “congelamento” das freqüentes reuniões entre Abbas e Olmert, e que os dois líderes “seguirão reunindo-se com regularidade para acompanhar o trabalho dos negociadores”.

O encontro de hoje, o sexto entre Abbas e Olmert com o objetivo de preparar a conferência de paz, ocorreu em um ambiente “muito positivo e construtivo”, comentou Baker.

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