O governo de Israel criticou hoje (13) a tentativa de entrada de um navio líbio na Faixa de Gaza. De acordo com nota publicada pela embaixada israelense em Brasília, o objetivo da embarcação não é oferecer ajuda humanitária, mas provocar.
“Os organizadores estão tentando provocar e criar uma situação de constrangimento para Israel, assim como forçar a abertura de uma nova rota marítima para Gaza, permitindo a entrada de armas para o Hamas e terroristas. Esta não é uma aspiração humanitária, mas sim uma atitude hostil”, afirmou a nota.
De acordo com o comunicado, Israel permite a entrada de cerca de 800 caminhões com suprimentos por semana – uma média de 15 mil toneladas – e que a quantidade registrada no navio líbio é inferior ao previsto para um único dia.
As restrições feitas por Israel na Faixa de Gaza tratam da entrada de armas, material bélico e itens que podem ser utilizados para fins militares. Todos os navios devem descarregar seus bens no Porto de Ashdod para que sejam transportados para a Cisjordânia ou para a Faixa de Gaza somente depois de inspeção.
“Os organizadores do navio são convidados a entregar seus suprimentos à Faixa de Gaza através do porto israelense de Ashdod ou pelo porto egípcio de El Arish, evitando um confronto desnecessário”, destacou o governo israelense. “Qualquer pessoa verdadeiramente interessada em enviar ajuda aos moradores de Gaza pode usar os canais terrestres existentes, assim como todas as organizações internacionais respeitáveis”, concluiu a nota.