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Mundo

Israel declara estado de emergência após atentado em Jerusalém

Arquivo Geral

02/07/2008 0h00

As autoridades israelenses declararam estado de emergência em Jerusalém, approved onde as forças de segurança e os serviços médicos estão em estado de alerta após o atentado de hoje, que deixou quatro pessoas mortas.


O ataque aconteceu por volta das 6h de Brasília e, além dos quatro mortos, mais de 30 pessoas ficaram feridas.


No atentado, um palestino passou por cima de vários veículos e tombou um ônibus com uma escavadeira no centro de Jerusalém.


Segundo confirmou à Agência Efe o porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, o agressor era “um homem palestino de cerca de 30 anos, morador de Jerusalém Oriental”, o que permitia a ele transitar por todo o território de Israel.


“O terrorista foi morto por um oficial da Polícia e um guarda de segurança privada”, que conseguiram subir na escavadeira cinco minutos depois de seu condutor semear o pânico e a destruição ao longo de um quilômetro da rua Jaffa.


As imagens de televisão mostram nitidamente o momento em que o policial e o guarda matam o agressor com cinco tiros à queima-roupa.


Entre as vítimas fatais há três mulheres e um homem, todos civis.


O autor do atentado trabalhava nas obras que estão sendo realizadas na rua e, segundo fontes oficiais que pediram para não ser identificadas, tem histórico criminal.


Com a escavadeira, o jovem palestino conseguiu suspender e virar um ônibus urbano com 30 passageiros dentro, entre os quais estava a filha do prefeito de Jerusalém.


A máquina amassou completamente um veículo Toyota conduzido por uma mulher que morreu na hora e no qual viajava um bebê, que ficou ferido.


O agressor, que aparentemente pretendia ir ao mercado Mahaneh Yehuda, muito movimentado naquele horário, continuou avançando em direção contrária ao trânsito, causando pânico entre pedestres e motoristas.


Segundo fontes oficiais, seis carros de passeio foram totalmente esmagados pela escavadeira, uma Caterpillar amarela, de uso comum nas obras de construção.


Ami Dayan, testemunha israelense, contou à Efe que o agressor “foi esmagando as pessoas em seus carros e depois a jogou contra dois ônibus. Ele tentava levantar os veículos com a pá”.


Segundo Dayan, “isto é o que acontece por empregar árabes e por negociar com árabes. Espero que (o primeiro-ministro de Israel, Ehud) Olmert saiba disso”.


A área da rua Jaffa já foi liberada, mas as medidas de segurança em Jerusalém e em outras cidades israelenses, como Tel Aviv, onde as forças de segurança estão em alerta prevendo novos ataques, foram redobradas.


Muitos dos ônibus urbanos de Jerusalém estão circulando com flores e uma fita preta ao lado do assento do motorista em sinal de luto e condenação ao atentado.


Até agora, as forças de segurança não divulgaram dados sobre a autoria do ataque.


A facção armada Brigadas de Libertação da Galiléia, grupo desconhecido até pouco tempo, assumiu a autoria do ataque em comunicado distribuído aos meios de comunicação árabes, mas sem credibilidade, segundo a Polícia.


“Este ataque é a resposta às constantes agressões contra nosso povo palestino, especialmente aos assassinatos sionistas que continuam na Cisjordânia, e também contra o Hamas, que persegue nossos membros e líderes na Faixa de Gaza”, diz a nota.


O comunicado identifica o agressor como Ala Hashim Abu Dehem, de 30 anos e morador da aldeia palestina de Tzur Baher, em Jerusalém Oriental.


As autoridades israelenses também não revelaram se esse atentado terá alguma repercussão na manutenção da trégua entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.


 

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