O diplomata afirmou que o limitado número de mercadorias que os israelenses permitem passar pelos postos fronteiriços é “totalmente inadequado” para satisfazer às necessidades básicas dos 1,5 milhão de habitantes desse território.
O fechamento “tem um impacto devastador nas condições de vida e também no estado de ânimo da população da zona”, ressaltou.
Ging afirmou que a abertura dos passos é “a primeira, a segunda e a terceira prioridade” para iniciar a recuperação do território das perdas sofridas durante a incursão israelense.
Mais de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, morreram durante a ofensiva que o Exército israelense realizou em Gaza entre dezembro e janeiro contra o Hamas para tentar deter o lançamento de foguetes contra as cidades do sul de Israel.
Os bombardeios destruíram milhares de casas, escolas e edifícios públicos, além de terem deteriorado a precária infraestrutura do pequeno território, segundo as autoridades palestinas.
O responsável de UNRWA em Gaza lamentou que os israelenses ainda impeçam a passagem de materiais como cimento e aço, necessários para consertar os danos causados pelos ataques.
Por isso, pediu ao Governo de Israel para abrir completamente as passagens, tanto as que permanecem fechadas o dia inteiro quanto as que ficam apenas parcialmente.
“A recuperação não pode começar até que a assistência humanitária possa entrar na Faixa”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, Ging exigiu que se assumam “responsabilidades” pelas ações realizadas durante o conflito que poderiam ter violado o direito internacional.
“A retórica dos extremistas é que as leis não importam e devem ser deixadas de lado, e não podemos permitir que esse discurso seja o que se imponha”, acrescentou. EFE