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Irmandade Muçulmana segue exigindo a renúncia de Mubarak

Arquivo Geral

02/02/2011 8h41

O grupo Irmandade Muçulmana do Egito insistiu nesta quarta-feira em pedir a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak, e avaliou que chega tarde o anúncio de que não buscará sua reeleição no pleito de setembro.

“Está claro que o presidente Mubarak ignora os pedidos do povo e da Irmandade com as outras forças opositoras”, assegurou à Agência Efe Gamal Nasser, um porta-voz do grupo opositor.

Mubarak, de 82 anos, anunciou na noite de terça-feira pela primeira vez seus planos com relação ao próximo pleito, em discurso que foi transmitido pela emissora pública de TV, no final de uma jornada de protestos em massa contra seu regime, que começou em 1981.

O governante disse que, “à margem das atuais circunstâncias”, não tinha intenção de apresentar-se como candidato presidencial na próxima eleição e afirmou que adotaria uma série de passos para preparar “uma transição em paz”.

“Por que Mubarak não disse isso antes?”, questionou Nasser, antes de avaliar que o presidente é “muito obstinado” por não entender a mensagem das ruas.

Segundo o porta-voz, a Irmandade Muçulmana seguirá participando das manifestações que se desenvolvem desde 25 de janeiro contra o regime de Mubarak e permanecerá nas ruas até que o atual líder deixe o poder.

“É normal que os protestos continuem até que o presidente se vá, porque este é o primeiro pedido”, acrescentou, antes de expressar a confiança em que “este período não vai durar muito”.

Nasser se referia ao fechamento dos bancos, suspensão da maioria das atividades trabalhistas, interrupção da internet e atos de pilhagem que ocorreram nos últimos dias.

O porta-voz acrescentou que a coordenação entre a Irmandade e os diferentes grupos opositores continua para iniciar um diálogo com o Exército, único órgão no qual confiam.

Além disso, reiterou o plano anunciado na terça-feira pelo grupo para preparar o Egito pós-Mubarak: o presidente do Tribunal Constitucional, Farouk Sultan, deveria substituir o presidente após sua eventual renúncia.

Depois disto, seriam realizadas eleições parlamentares transparentes e se reformaria a Constituição, antes da convocação do pleito presidencial.

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