A jornada eleitoral na Irlanda terminou com uma participação que poderia superar 70% em um pleito que deve transformar o mapa político do país, que se encontra à beira da quebra.
Segundo o canal irlandês “RTE”, pouco antes do fechamento dos colégios eleitorais alguns locais chegaram a registrar uma participação de 80%, enquanto a maioria rondava os 70%.
As eleições significam uma mudança de regime caso seja confirmada – como preveem as pesquisas – a vitória do conservador Fine Gael, de Enda Kenny, e o afastamento do governante Fianna Fáil, no poder desde 1997 e durante a maior parte do século passado.
O pleito ocorre apenas quatro meses depois que a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) intervieram na ilha para resgatar um Governo que se empenhou em pagar com o dinheiro do contribuinte a fatura do sistema financeiro que bancou a especulação dos construtores.
Assim entenderam os mais de três milhões de irlandeses com direito a voto que, desde a abertura das urnas às 4h de Brasília, procuraram os centros eleitorais em porcentagens superiores às registradas há cinco anos, quando a participação foi de 67%.
Nunca antes na história democrática do país o eleitorado teve um número tão alto de opções de independentes e partidos minoritários para votar, 233 candidatos no total, 125 a mais que nas legislativas de 2007.
Segundo as pesquisas, entre 15 e 20 independentes poderiam conseguir cadeiras em um Parlamento composto por 164 deputados, mas isso só será confirmado depois da apuração final, que começa neste sábado às 9h.