O presidente da Comissão Eleitoral, Faraj al-Haidari, disse que a decisão foi tomada pelo Comitê de Justiça e Transparência.
Esse comitê já tinha rejeitado, pelas mesmas razões, a candidatura de Saleh al-Mutlaq, líder da Frente de Diálogo Nacional, uma das principais legendas sunitas do país, que conta com 11 das 275 cadeiras do Parlamento.
“A Comissão Eleitoral informará aos candidatos sobre a decisão, mas eles terão o direito de apelar, através dos canais legais”, disse Haidari ontem à noite à televisão estatal iraquiana.
Esta decisão gerou o temor de que ocorram maiores tensões políticas, em um país que tenta avançar para a reconciliação nacional, após anos de conflitos sectários.
O presidente da comissão de Justiça e Transparência acrescentou que 14 grupos políticos não poderão se apresentar às eleições.
Alguns partidos políticos, como o dirigido por Iyad al-Allawi, que ocupou o cargo de primeiro-ministro iraquiano após a queda de Saddam Hussein, já criticaram esta decisão tomada pela Comissão Eleitoral e apoiada pelo Executivo.
O porta-voz do Governo, Ali Dabbagh, declarou que as decisões tomadas pelo Comitê de Justiça e Transparência “são vinculativas e devem ser aplicadas de acordo com a Constituição”.