O Poder Judiciário iraniano anunciou nesta segunda-feira que os dois jornalistas alemães detidos ao entrevistar os filhos de Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte por adultério e participação na morte do marido, permanecerão presos.
O procurador-geral do Irã e porta-voz do Poder Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, fez o anúncio após o pedido do jornal alemão “Bild am Sonntag” para que seus dois repórteres, quem as autoridades iranianas acusam de espionagem, fossem libertados.
“O caso dos dois cidadãos europeus deve seguir o curso habitual e, por isso, eles permanecerão na prisão até que as provas demonstrem que não são culpados. Estão em detenção temporária e sua situação não mudou”, afirmou Mohseni-Ejei, citado pela agência de notícias “Isna”.
Os dois cidadãos alemães foram detidos em 10 de outubro na cidade de Tabriz, quando estavam na residência de um dos filhos de Sakineh.
Junto a eles, as forças de segurança detiveram os filhos da iraniana e seu advogado, Houtan Kian, que também continuam presos.
Em um primeiro momento, as autoridades iranianas haviam acusado os repórteres alemães de entrada ilegal no país, já que tiveram acesso a território iraniano com visto de turistas, apesar de trabalharem como jornalistas.
O “Bild am Sonntag” qualifica a situação como absurda, já que as irregularidades no visto costumam ser punidas no mundo todo com admoestação, multa ou deportação.