Fontes da missão do Irã na ONU rejeitaram “categoricamente” o envolvimento de Teerã na trama terrorista denunciada nesta terça-feira (11) pelos Estados Unidos, para assassinar o embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir, além de um atentado a bomba contra a embaixada de Israel.
“Rejeitamos categoricamente essas acusações infundadas”, declarou à Agência Efe o encarregado de imprensa da representação diplomática iraniana nas Nações Unidas, Alireza Miryousefi, que evitou por enquanto dar detalhes na resposta oficial de Teerã à acusação de Washington.
As autoridades americanas anunciaram nesta terça-feira a desarticulação de uma trama vinculada ao Irã para cometer “um grande ato terrorista nos Estados Unidos”, que teria incluído o assassinato do embaixador saudita em Washington e bombas contra a legação diplomática israelense.
Dois homens, suspeitos de envolvimento com “entidades do Governo iraniano”, foram acusados de conspiração por planejarem os atentados, disse o secretário de Justiça americano, Eric Holder. Segundo ele, os EUA pretendem tirar satisfações ao Irã sobre essa trama.
O FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas americana) descobriram o complô quando um dos suspeitos entrou em contato com um agente secreto informante da DEA – que se passava por membro do cartel de drogas mexicano Los Zetas – para pedir assistência para assassinar o embaixador saudita, Adel al-Jubeir.
Os dois suspeitos foram identificados como Manssor Arbabsiar e Gholam Shakuri. Segundo o secretário de Justiça americano, eles teriam recebido US$ 1,5 milhão do Governo iraniano para cometer os atentados.