Segundo informou hoje a agência “Irna”, o Ministério de Assuntos Exteriores do Irã convocou o encarregado de negócios suíço no Irã, e lhe entregou um protesto formal neste sentido.
A explosão ocorreu em 12 de abril, em um edifício contíguo a uma mesquita xiita em Shiraz, na província de Fars, e foi atribuído na época pelas autoridades iranianas à detonação de munição e material militar abandonados no local após uma exibição militar realizada semanas antes.
No entanto, o porta-voz do Poder Judiciário, Ali Reza Jamshidi, afirmou há uma semana que se tratava de um atentado terrorista, e que seu país “tem provas sobre o envolvimento de EUA e Reino Unido” no mesmo.
Jamshidi também assegurou que pelo menos 12 pessoas foram detidas com relação ao ataque, e ressaltou que planejavam outras ações terroristas em diversas cidades iranianas.
Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas há mais de 27 anos, e os EUA acusam o Irã de patrocinar o terrorismo internacional e de apoiar com armas grupos insurgentes e a milícias xiitas radicais ativas no Iraque.
Os atentados com bombas não são freqüentes no Irã, apesar deste país ter sido palco, em 2005 e 2006, de diversos ataques nas regiões sudoeste e noroeste, fronteiriças com o Iraque.
O Irã acusou em várias ocasiões as “tropas de ocupação” no Iraque (EUA e Reino Unido) de apoiar “grupos terroristas” ativos contra Teerã.