O ministro de Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, pediu nesta quarta-feira por telefone a responsável de Política Externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, que o organismo adote uma posição clara e não discriminatória sobre as mudanças da região.
Segundo a agência de notícias “Irna”, os responsáveis também falaram e trocaram ideias sobre as relações entre Teerã e Bruxelas.
Horas antes, o próprio Salehi havia expressado o desejo de seu país de promover novas relações com a UE e com os países árabes vizinhos, devido a nova situação criada na região.
Em declarações recolhidas pela televisão estatal, o chefe da diplomacia advertiu, no entanto, que essas relações estarão submetidas aos interesses dos Estados muçulmanos e terão como objetivo fazer frente às grandes potências, às quais acusou de semear a discórdia na região.
O “Irã iniciou um esforço para desenhar planos de acordo com a nova situação criada na região. Embora ainda não seja possível prever o desenvolvimento dos eventos, estão destinados a proteger os interesses da República Islâmica e dos países árabes em relação às potências arrogantes”, afirmou.
O responsável ressaltou que esta nova estratégia incluirá uma nova relação com a União Europeia, mas não especificou o que pode significar estas presumíveis mudanças.
O regime iraniano apoiou as revoltas no norte da África, que qualificou como uma onda de despertar islâmico e considera um enfraquecimento da influência dos Estados Unidos e das potências europeias na região.
A oposição iraniana, por sua parte, tachou os dirigentes de “hipócritas” por apoiar essas revoltas e reprimir com violência os protestos em seu próprio país.