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Irã diz que prisão de diplomata foi "mal-entendido já resolvido"

Arquivo Geral

30/05/2011 18h49

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou nesta segunda-feira que o conflito político aberto entre seu país e o Egito pela expulsão na semana passada de um diplomata persa acusado de espionagem foi fruto de “um mal-entendido já resolvido”.

Em discurso na rede de televisão estatal, o chefe da diplomacia iraniana também anunciou que uma delegação de cerca de 50 intelectuais egípcios chegará na noite de hoje a Teerã para avançar nas negociações por uma reconciliação total dos dois países.

O diplomata em questão, Qasim Al Hosseini, chegou na segunda-feira passada a Dubai procedente do Cairo após ter sido detido por autoridades egípcias por um período de duas horas e acusado de operar uma rede de espionagem na região com sede no Cairo.

Segundo a agência de notícias estatal egípcia “Mena”, “Hosseini compilou informações sobre os eventos que ocorridos no Egito e os transmitiu aos serviços de inteligência de seu país”.

Teerã e Cairo romperam relações diplomáticas em 1980, após o triunfo da Revolução Islâmica iraniana que derrubou a monarquia do Xá Mohammed Reza Pahlevi, que foi amparado no Egito, onde faleceu e foi enterrado.

Em contrapartida, o Irã concedeu o nome de uma de suas principais avenidas a Khaled al Islambouli, o extremista islâmico sunita que assassinou em outubro de 1981 o então presidente egípcio, Anwar Al Sadat.

Após a queda em fevereiro do sucessor de Sadat, Hosni Mubarak, as relações entre ambos os países se fortaleceram, até o ponto que o Egito permitiu meses atrás que dois navios de guerra iranianos atravessassem o Canal de Suez, algo que não ocorria há 30 anos.

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