Em declarações exclusivas divulgadas hoje pela agência oficial de notícias iraniana “Irna”, o representante iraniano insistiu, no entanto, em que seu país “apoia uma solução regional” para este conflito.
“A presença de tropas estrangeiras nunca levará à paz e à estabilidade ao Afeganistão. Fortalecerá o extremismo”, disse o representante iraniano, poucas horas antes de participar da cúpula internacional sobre o Afeganistão realizada em Haia.
Akhondzadeh reiterou a postura iraniana, fundamentada em “deixar o povo afegão decidir”.
“A política de que outros decidam para as autoridades e para a nação afegãs não funcionará”, disse.
Após três décadas de enfrentamentos, representantes dos Estados Unidos e do Irã compartilharam hoje uma reunião internacional graças a uma preocupação comum: o tráfico de drogas e a atividade dos grupos extremistas sunitas no Afeganistão.
EUA e Irã romperam laços diplomáticos em abril de 1980, após consolidada a vitória da Revolução Islâmica que derrubou a autocracia do último xá da Pérsia, o pró-ocidental Mohamad Reza Pahlevi.
Logo após chegar à Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, expressou seu desejo de iniciar um novo capítulo com o Irã, se o regime dos aiatolás “abrir o punho”.