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Irã diz que o bloqueio naval americano impede importação de gasolina

O Estreito de Ormuz, por onde passavam antes da guerra 20% do gás liquefeito e do petróleo consumidos em todo o planeta, está praticamente paralisado por Teerã

Redação Jornal de Brasília

27/08/2026 7h02

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz. — Foto: Giuseppe CACACE / AFP

O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos impede a importação de gasolina, no momento em que a produção nacional não é suficiente para cobrir o consumo, alertou na noite de quarta-feira um funcionário de alto escalão da República Islâmica.

“A produção de gasolina é insuficiente e, por causa do bloqueio naval americano, não podemos importar”, afirmou o vice-presidente responsável pelos assuntos executivos, Mohammad Jafar Ghaempanah, citado pela agência oficial Irna.

O Estreito de Ormuz, por onde passavam antes da guerra 20% do gás liquefeito e do petróleo consumidos em todo o planeta, está praticamente paralisado por Teerã desde o início do conflito em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel.

Paralelamente, os Estados Unidos implementaram um bloqueio naval aos portos iranianos, como medida de pressão e para impedir a exportação de petróleo iraniano.

Na terça-feira, longas filas foram observadas em postos de gasolina em diversos pontos do Irã, após o anúncio dos Estados Unidos de sanções econômicas mais duras, que pretendem “asfixiar” o país, submetido a sanções há vários anos. Um funcionário do governo iraniano disse que as cotas de consumo de gasolina seriam reduzidas.

Em 2019, o aumento repentino dos preços da gasolina provocou manifestações que se propagaram por mais de 100 cidades, incluindo  Teerã. Dezenas de pessoas morreram nos protestos.

Os preços dos combustíveis no Irã, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, estão entre os menores do planeta.

O Irã negocia há várias semanas com o vizinho Omã sobre as condições de navegação pelo Estreito de Ormuz, com a ambição de cobrar um pedágio por “serviços” pelo trânsito de navios, o que não acontecia antes da guerra.

AFP

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