O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, afirmou hoje que seu país estudará se vai continuar com o enriquecimento do urânio a 20%, uma vez alcance a quantia necessária para o reator de Teerã.
“Se conseguimos fornecer o combustível para o reator de Teerã depois estudaremos se vamos enriquecer urânio a 3,5%, ou 20%”, disse.
O porta-voz da diplomacia iraniana fez a declaração durante sua habitual entrevista coletiva semanal em Teerã.
Mehmanparast disse que o reator científico de Teerã precisa de combustível enriquecido a 20% e acrescentou que sobre esta necessidade, o Irã anunciou estar disposto a trocar seu urânio a 3,5% pelo combustível nuclear.
“Estamos esperando para que a outra parte anuncie sua disposição ao diálogo para negociar os detalhes do comunicado de Teerã”, ressaltou.
Mehmanparast disse que “o caso das negociações sobre a troca de combustível nuclear é diferente das negociações entre Irã e o grupo de países de 5+1” e acrescentou que sobre o caso os representantes do Irã e da União Europeia (Saeed Jalili e Catherine Ashton) se reunirão em setembro.
As autoridades iranianas colocaram um requerimento diante da AIEA em abril de 2009 para que este organismo facilite ao Irã combustível nuclear para abastecer o reator científico de Teerã.
A comunidade internacional ofereceu em outubro do mesmo ano uma proposta em resposta a esta demanda, que consistia em trocar 1,2 mil quilos de urânio iraniano enriquecido a 3,5% com o combustível nuclear produzido com o urânio enriquecido a 20%.
Esta proposta foi rejeitada pelas autoridades iranianas que alegavam não ter garantias para receber o combustível uma vez entregue o urânio.
Em maio, os ministros de Assuntos Exteriores do Irã, Turquia e Brasil acordaram uma nova fórmula de troca de combustível nuclear.