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Irã diz que ainda não decidiu sobre participação em novo diálogo com EUA

Segundo ele, governo americano não tem sido sério no processo diplomático

Redação Jornal de Brasília

20/04/2026 10h17

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Foto: ATTA KENARE / AFP

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (20) que ainda não tomou uma decisão sobre sua participação na próxima rodada de negociações com os EUA a respeito da guerra no Oriente Médio.

“Nenhuma decisão foi tomada a respeito”, declarou. “Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações”, falou o porta-voz da diplomacia, Esmail Baqai, durante uma entrevista coletiva.

Segundo ele, governo americano não tem sido sério no processo diplomático. “Embora se declarem a favor da diplomacia e se mostrem dispostos a negociar, os Estados Unidos estão adotando atitudes que não denotam, em absoluto, seriedade.”

Ontem, o Irã já havia negado publicamente ter concordado em participar de uma nova rodada pelo cessar-fogo. O anúncio das supostas conversas foi feito horas antes pelo presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que aconteceriam hoje no Paquistão. Governo iraniano desmentiu a notícia, dizendo de tratar de uma jogada midiática dos EUA para pressioná-lo.

Teerã afirma que indecisão sobre continuar ou não o diálogo é motivada por “exigências excessivas” dos EUA. Além disso, cita as movimentações com “expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição e contradições repetidas e bloqueio aos portos iranianos, considerados uma violação do cessar-fogo”.

Irã cobra que os Estados Unidos liberem os portos do país. O embate resultou no novo fechamento do Estreito de Hormuz, rota responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. “Se o bloqueio continuar, o Estreito de Hormuz não vai permanecer aberto”, escreveu o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, no X.

Fortalecimento nuclear do Irã é outro ponto de divergência. Após Trump classificar o fim do enriquecimento nuclear como o ponto “mais importante” do acordo de cessar-fogo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o desenvolvimento de um programa nuclear é um “direito” de Teerã.

Cargueiro do irã é apreendido

Apreensão de navio iraniano ontem por militares americanos aumentou a tensão. As forças armadas dos EUA disseram que dispararam contra um navio de carga com bandeira iraniana que se dirigia ao porto iraniano de Bandar Abbas, após um impasse de seis horas, desativando seus motores. O Comando Central dos EUA divulgou um vídeo mostrando fuzileiros navais descendo por cordas de helicópteros até o navio.

Os militares do Irã disseram que o navio vinha da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”. Eles disseram que estavam prontos para confrontar as forças norte-americanas por causa da “agressão flagrante”, mas que estavam limitados pela presença das famílias dos membros da tripulação a bordo.

A China expressou preocupação com a “interceptação forçada”. Um ?porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês pediu que as partes relevantes cumprissem o acordo de cessar-fogo de maneira responsável.

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