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Irã diz que acusações de Bush <i>demonstram o fracasso</i> de sua viagem

Arquivo Geral

13/01/2008 0h00

O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, click Manouchehr Mottaki, doctor negou hoje as acusações do presidente dos Estados Unidos, visit this site George W. Bush, no sentido de que o Irã apóia o terrorismo e disse que “demonstram o fracasso” de sua viagem pelo Oriente Médio.

Em entrevista concedida à rede de televisão “Al Jazira”, Mottaki confirmou que o Irã vai cooperar com “transparência” com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e responderá “até março a todas as perguntas” sobre seu programa nuclear.

Ele também defendeu a política nuclear de Teerã, e exigiu que o caso seja tratado somente pela Agência e não pelo Conselho de Segurança da ONU. Minimizou ainda a importância dos apelos de países como Estados Unidos e França para endurecer as sanções contra o Irã.

“As afirmações infundadas de Bush sobre o Irã demonstram que sua missão no Oriente Médio fracassou”, afirmou, expressando sua confiança em que as nações árabes vizinhas ao Irã não apoiarão o plano do presidente americano de isolar a República Islâmica.

O ministro afirmou que as declarações de Bush foram uma “falta de educação com os povos da região”, já que “qualificou de terroristas os que se sacrificam pelos direitos dos palestinos”.

Mottaki se referia a grupos como o libanês Hisbolá e os palestinos Hamas e Jihad Islâmica, que Washington e Israel consideram organizações terroristas, enquanto que Irã acredita que são um “movimento da resistência contra a ocupação” israelense de territórios árabes.

Bush, de viagem pelo Oriente Médio e pelo Golfo Pérsico, pronunciou hoje um discurso em Abu Dhabi no qual acusou o Irã de ser o principal patrocinador do terrorismo do mundo e disse que fortalecerá suas relações militares com os países da região para enfrentar a República Islâmica.

O presidente americano denunciou que o Governo de Teerã gasta “centenas de milhões de dólares” para financiar grupos terroristas e fornece armas aos talibãs e às milícias radicais xiitas no Iraque.

Bush também acusou Teerã de intimidar as nações da zona com seus mísseis e seu discurso “belicoso”, e de ser “uma ameaça para a paz e a estabilidade dos (países) vizinhos”.

“Não é verdade. Nossas relações com os países da zona, principalmente nossos vizinhos do Golfo Pérsico, melhoram dia a dia (..); compartilhamos história e religião e isso é o que os americanos não entendem”, disse Mottaki.

Ele insistiu em que, com a visita, Bush “quis apoiar a entidade sionista (Israel) e intimidar os países da região”.

Mottaki culpou a “política dos EUA” do extremismo e o terrorismo na região.

O ministro acusou Washington de “não respeitar” o resultado das negociações que os EUA e o Irã mantêm desde maio para restabelecer a segurança no Iraque.

Apesar de não ter divulgado detalhes, Mottaki pediu que os EUA fixem um calendário para a retirada de suas tropas do Iraque, permita que os vizinhos do país desempenhem um papel no restabelecimento de sua segurança e dê mais poder ao Governo do primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki.

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