Irã, Cuba e China estão entre os dez países que mais censuram a internet, segundo um relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ, por sua sigla em inglês) publicado nesta segunda-feira e que alerta para o uso de “novas e sofisticadas” táticas de censura.
A lista do CPJ inclui ainda Síria, Rússia, Belarus, Etiópia e Mianmar, assim como Tunísia e Egito.
Sobre esses últimos, o comitê lamenta que, apesar de seus dirigentes terem mudado, “seus sucessores não tenham acabado categoricamente com as práticas repressivas do passado”.
As informações constam no relatório apresentado nesta segunda-feira por ocasião da celebração na terça-feira do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
O documento destaca que “os mecanismos tradicionais de repressão evoluíram para uma penetrante censura digital” com a intenção de silenciar o fluxo de informação através da internet.
O autor do relatório, Danny O’Brien, coordenador das campanhas sobre internet do CPJ, denuncia no texto que os países mencionados e “outros muitos regimes repressivos” usam técnicas para silenciar o trabalho dos jornalistas que “vão além da censura na rede”.
Ele cita o bloqueio do acesso a portais de informação (uma prática cujo país mais representativo é o Irã), o ataque com vírus (China), a detenção de blogueiros (Síria), a perseguição a jornalistas que trabalham na rede (Rússia), a censura de e-mails e redes sociais (Tunísia), a interrução do serviço (Egito), entre outros.