“Seu objetivo é também elevar o moral da entidade sionista (Israel)”, disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Mohamad Ali Hosseini, que exigiu mais uma vez que os EUA ponham fim a sua presença militar no Golfo Pérsico.
Bush, segundo fontes americanas, deve visitar entre 8 e 16 de janeiro vários países da região, em uma viagem que o levará a Israel e Cisjordânia, além de Egito, Kuwait, Barein, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Esses últimos quatro países fazem parte do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), integrado também por Omã e Catar – todos são aliados de Washington e alguns deles abrigam bases militares americanas.
“Não há necessidade da presença de tropas americanas. Os países da região podem acertar as políticas adequadas para um futuro melhor por meio do diálogo entre eles”, disse o porta-voz iraniano.
O Irã, acusado por Washington de patrocinar o terrorismo e de tentar desenvolver um programa de armas nucleares, considera que os EUA e Israel são seus principais inimigos e tenta se aproximar de seus ricos vizinhos árabes por meio de propostas para a assinatura de acordos econômicos e em matéria de segurança.