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Irã cria órgão para gerir o Estreito de Ormuz

Nova autoridade passará a divulgar atualizações em tempo real sobre a operação da via estratégica, segundo anúncio feito por órgãos iranianos.

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 9h21

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz. — Foto: Giuseppe CACACE / AFP

O Irã formalizou nesta segunda-feira (18) a criação de uma nova agência para gerir o Estreito de Ormuz, via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos. A Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA) passou a ter uma conta oficial, pela qual fornecerá atualizações em tempo real sobre as operações no estreito.

O anúncio foi compartilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo a Agência France Presse (AFP). As prerrogativas do novo órgão não foram divulgadas de imediato.

De acordo com a publicação especializada Lloyd’s List, a PGSA é responsável pela aprovação da passagem de navios e pela cobrança de taxas de trânsito no Estreito de Ormuz. A mesma fonte informa que os navios devem fornecer dados detalhados sobre proprietário, seguro, tripulantes e rota de trânsito pretendida.

No início deste mês, a emissora estatal Press TV descreveu a agência como um sistema concebido para exercer soberania sobre o Estreito de Ormuz. No domingo, o chefe da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional, Ebrahim Azizi, afirmou que o país havia estabelecido um mecanismo profissional de gestão de tráfego no estreito, que em breve estaria em operação.

Desde o início da guerra, que começou no final de fevereiro com uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, o Irã insiste que o tráfego no estreito não retornará ao seu estado pré-guerra. No mês passado, Teerã anunciou ter recebido as primeiras receitas das taxas cobradas nessa via estratégica.

O controle iraniano dessa passagem marítima, por onde transita quase um quinto da produção mundial de petróleo, tem impacto nos mercados energéticos globais e representa vantagem estratégica para Teerã. Por sua vez, os Estados Unidos mantêm seu próprio bloqueio aos portos iranianos, apesar do frágil cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril.

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