Menu
Mundo

Irã classifica Marinha e Força Aérea Real do Reino Unido como organizações terroristas

Em comunicado, o Ministério condena as “políticas e ações anti-iranianas” do governo britânico

Redação Jornal de Brasília

01/11/2026 10h45

Foto: AFP

O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã anunciou neste domingo, 1º, medidas contra órgãos do Reino Unido. O Serviço Secreto de Inteligência britânico (MI6) foi classificado como um “grupo hostil” e a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido, como organizações terroristas.

Em comunicado, o Ministério condena as “políticas e ações anti-iranianas” do governo britânico, que, segundo o documento, são contrárias aos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, principalmente o princípio do respeito à soberania nacional e a proibição de recorrer a medidas ilegais contra outros países.

De acordo com o texto, a resolução do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país é uma resposta “às ações hostis do governo britânico contra a República Islâmica do Irã ao longo do último ano”, citando: “o envolvimento na guerra imposta pelos EUA e Israel contra o Irã por meio do fornecimento de bases e instalações militares e logísticas localizadas em territórios sob jurisdição britânica, bem como a decisão desse governo em 13 de julho de 2026 de colocar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sob a Lei de Ameaças ao Estado de 2026”.

A partir da emissão da declaração, o texto diz que o MI6 será classificado como um “grupo hostil” de acordo com a Nota 2 do Artigo 1 da Lei sobre “Aumento das Punições para Espionagem e Cooperação com o Regime Sionista e Países Hostis Contra a Segurança e os Interesses Nacionais”, e as disposições desta lei serão aplicadas à agência britânica.

Já a Marinha Real e a Força Aérea Real do Reino Unido estarão sujeitas à Lei sobre “Contramedidas Contra a Designação dos Estados Unidos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como Organização Terrorista” e, portanto, serão designadas como organizações terroristas.

“É evidente que essas medidas foram adotadas de acordo com os princípios do direito internacional e dentro do quadro do princípio da reciprocidade, e o governo britânico deverá arcar com a responsabilidade por suas consequências”, pontua o documento.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado