Irã vai aumentar a vigilância em torno de seus cientistas nucleares depois da morte de um deles e que outro ficasse ferido em atentados na segunda-feira em Teerã, anunciou nesta quinta-feira o diretor do organismo iraniano da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi.
Em declarações divulgadas pela agência estudantil local de notícias “Isna”, Salehi insistiu na tese de seu país que o atentado responde ao temor do Ocidente a que as sanções não funcionem e não sirvam para deter o avanço do programa nuclear iraniano.
“Desde o ano passado, já aplicamos importantes medidas de proteção para centenas de cientistas, mas agora vamos aumentá-las com uma série de medidas adicionais”, explicou.
O cientista ferido, especialista em laser e na separação de isótopos além de colaborador do Ministério da Defesa, estava incluído na lista de indivíduos sujeitos a novas sanções impostas pela ONU ao Irã devido às suspeitas de uso bélico do programa atômico civil.
O cientista morto não estava sozinho no momento do ataque, tinha proteção, mas as diabólicas ações dos inimigos não podem ser previstas, explicou Salehi.
O regime iraniano acusou os serviços secretos dos Estados Unidos, Israel e o Reino Unido do duplo atentado, e advertiu as Nações Unidas que empreenderá ações legais contra este organismo se tais ações criminosas se repetirem.