O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã informou nesta terça-feira (21) que atacou a central de dados da Amazon no Bahrein com mísseis de cruzeiro e afirmou ter destruído a instalação. A empresa não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.
Em nota, o Exército do Bahrein disse que o Irã realizou ataques “ilegais contra civis” no país, sem detalhar quais locais foram atingidos, e informou ter destruído “com sucesso” diversos ataques aéreos iranianos nesta terça-feira.
A Guarda Revolucionária também anunciou novos ataques contra radares de alerta e de defesa antimíssil dos EUA na Base Aérea de Jaber, no Kuwait, além de bases norte-americanas na Jordânia. Em comunicado divulgado pela mídia iraniana Press TV, a IRGC afirmou que “vários militares americanos foram mortos” após o ataque a um complexo que abrigava tropas americanas na região de al-Rukban, na Jordânia.
Do lado norte-americano, os Estados Unidos informaram ter realizado nova onda de ataques para “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”. O Comando Central dos EUA no Oriente Médio disse ter atingido comandos militares iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea do Irã.
Ainda nesta terça-feira, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar o complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz. “Atacaremos essa área muito, provavelmente muito em breve”, afirmou.
A escalada da guerra no Oriente Médio também pressionou o mercado de petróleo. O barril Brent subiu cerca de 2% nesta terça-feira, chegando a US$ 90, após ter caído para US$ 72 no início de julho.
Na segunda-feira (21), os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Estreito do Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita negou o cerco ao Iêmen e condenou a decisão de atacar embarcações do Reino que transitem no estreito.
Em nota publicada nesta terça-feira, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse que a escalada preocupa a segurança do abastecimento global de combustíveis e traz incertezas ao mercado. Segundo ele, as ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb agravam ainda mais essas preocupações.
*Com informações da Agência Brasil