O exército do Irã informou nesta quinta-feira (15) que um petroleiro pegou fogo no Golfo de Omã ao tentar atravessar uma área considerada proibida, segundo a televisão estatal.
“Há algumas horas, as equipes de vigilância da Marinha do Exército identificaram um petroleiro que violava as normas e que pegou fogo”, informou a televisão estatal, citando um comunicado militar.
“O petroleiro infrator havia desligado seus sistemas de rastreamento e tentava atravessar a zona proibida”, acrescentou.
Até o momento, não está claro o que provocou o incêndio nem quem é o responsável.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas na região e pela imposição de um bloqueio aos portos iranianos, não havia comentado o caso de imediato.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou os limites da zona proibida em setembro, após o chefe de segurança Mohsen Rezaei propor a medida.
Em uma entrevista à televisão estatal na ocasião, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hosein Mohebi, afirmou que a zona abrangeria “uma parte do golfo de Omã e outra do mar da Arábia, ao longo da rota que pode levar ao Estreito de Ormuz”.
Teerã havia advertido que os navios que violassem as normas nessa área estariam sujeitos a sanções, sem ameaçar explicitamente sobre recorrer a ações militares.
As forças navais iranianas atacaram repetidamente embarcações que acusam de utilizar rotas não autorizadas pelo Estreito de Ormuz, que Teerã declarou fechado desde o início da guerra com os Estados Unidos em fevereiro.
AFP