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Mundo

IPI quer punição pelos atos violentos contra imprensa em Honduras

Arquivo Geral

06/11/2009 0h00

O Instituto Internacional da Imprensa (IPI) insistiu hoje com as autoridades hondurenhas para levar diante da justiça os autores do atentado à rádio “HRN”, e de outros ataques violentos contra a imprensa.

Em comunicado divulgado em Viena, o IPI lembrou que ontem um grupo lançou uma granada militar do tipo M-26 contra a rádio “HRN”, em Tegucigalpa, que explodiu e causou ferimentos leves em duas pessoas e danos materiais à emissora.

“Em momentos de tensão política, a liberdade de imprensa tem uma grande importância, como uma das principais vias de expressão pacífica de opiniões e ideias”, informou em nota o subdiretor do IPI, Alison Bethel McKenzie.

“O IPI insistiu com as autoridades hondurenhas para levar à justiça os autores de violências contra a imprensa”, acrescentou.

Os criminosos lançaram a granada a partir de um veículo que passava pela rua em frente ao escritório da rádio, quando a emissora transmitia um programa chamado “Tegucigalpa de Noite”, com os jornalistas Andrés Torres e Avilio Reyes.

As organizações locais de imprensa condenaram o ataque como uma tentativa de limitar a liberdade de expressão.

A “HRN” é a rádio mais antiga de Honduras, que celebrou 76 anos no último domingo.

O IPI destacou que este não foi o primeiro ataque à imprensa em Honduras, país que sofre fortes tensões políticas desde o golpe de Estado em 28 de junho contra o presidente, Manuel Zelaya.

Segundo as informações do instituto, desde o início da crise cerca de dez granadas foram lançadas contra órgãos de imprensa.

Em comunicado, destacou também que em 15 de agosto um grupo lançou coquetéis molotov contra os escritórios do jornal “O Arauto”, conhecido por apoiar o presidente de fato Roberto Micheletti.

O IPI denúncia que a imprensa e os jornalistas têm sido perseguidos, e classificou de “inaceitável” um recente decreto definido como um instrumento de censura.

Em 27 de setembro, o Governo hondurenho baixou um decreto suspendendo a liberdade de imprensa e outras liberdades civis, mediante a permissão de detenção sem ordem e suspensão de qualquer meio classificado como incitador à insurreição.

Um dia depois, o Exército fechou a “Rádio Globo” e a televisão “Channel 36”, que apoiavam Manuel Zelaya.

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