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Mundo

Investigadores dizem que tiros em exibição militar na França foram <i>acidente</i>

Arquivo Geral

30/06/2008 0h00

Os investigadores acreditam em um acidente para explicar o que aconteceu neste domingo em um quartel em Carcassone (França), approved quando 17 pessoas ficaram feridas pelos disparos de um sargento que carregou sua metralhadora com munição real em vez de balas de festim durante uma exibição.


Os dois feridos mais graves, um deles uma criança de três anos, que chegou a correr risco de morte, foram socorridos ontem à noite e estão fora de perigo, explicou o prefeito da cidade, Bernard Lemaire, à emissora de rádio local “RMC”.


Segundo fontes ligadas à investigação, o sargento autor dos disparos permanece preso, assim como outros três militares que carregavam metralhadoras FA-MAS quando aconteceu o acidente no terceiro Regimento Pára-Quedista de Infantaria da Marinha (RPIMa).


O fiscal responsável pelo caso, Brice Robin, declarou que o sargento atuou “involuntariamente” e “de forma não premeditada”, e que por isso é preciso falar de “erro humano”.


Apesar disso, pedirá que o acusado seja processado por “delito involuntário” com o agravante de ter “violado as regras de segurança” ao usar munição real.


Robin afirmou que as balas reais eram provenientes de uma operação da qual o sargento havia participado dias antes e que deveria ter devolvido. “Por isso ele está detido”, disse.


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, acompanhado pelo ministro da Defesa, Hervé Morin, visitou hoje os feridos hospitalizados em Carcassone e em Toulouse.


Sarkozy disse estar abalado com o ocorrido e ressaltou que “houve negligências inaceitáveis” que “terão de ser sancionadas”.


Morin, que no início do dia de hoje não descartava nenhuma hipótese, inclusive a de um ato voluntário, admitiu que, independente do que tenha acontecido, houve falhas na organização do evento.


Acrescentou que o sargento envolvido era um militar experiente que realizara várias missões no exterior, com boas qualificações e uma folha de serviços irrepreensível.


Segundo um porta-voz do Exército, há certeza de “99,9%” de que foi um ato acidental.


O sargento disparou uma primeira rajada com balas de festim e depois pôs uma segunda carga em sua arma, de munição real, com a qual atingiu o público que assistia a uma simulação de libertação de reféns.


Algumas testemunhas declararam que, no início, quando viram outras pessoas caírem no chão, acharam que fazia parte da simulação, mas rapidamente perceberam que havia sangue e um oficial ordenou pelo megafone que a confusão terminasse.


 

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