O Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Mercosul funcionará no prédio da antiga Escola de Mecânica da Marinha (Esma), em Buenos Aires, a maior prisão clandestina da ditadura argentina.
O Conselho de Ministros do bloco formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai aprovou hoje, na cúpula realizada na cidade de San Juan, uma resolução que cria a estrutura do instituto.
Fontes da Secretaria de Direitos Humanos da Argentina disseram à Agência Efe que o instituto estará instalado em cerca de 60 dias onde funcionou o maior centro clandestino de detenção da ditadura no país.
Os chanceleres do Mercosul também aceitaram a proposta argentina de nomear como diretor do instituto Víctor Abramovich, ex-vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e ex-membro do Centro de Estudos Legais e Sociais argentino.
A iniciativa de criar o instituto foi aprovada em dezembro em Montevidéu, durante a última reunião do fórum, e foi proposta pelo Governo de Cristina Fernández de Kirchner.