O início da operação de libertação de cinco reféns da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi adiado para a próxima segunda-feira por questões de logística, informou o delegado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, Christopher Beney.
“Foi determinado que é melhor começar na segunda-feira”, disse Beney a jornalistas, ao indicar que, “se tudo der certo”, o primeiro libertado será recolhido dentro de nove dias, no próximo 9 de fevereiro.
O adiamento foi definido por questões logísticas, já que as autoridades querem utilizar os mesmos helicópteros emprestados pelo Brasil para outras missões similares.
A decisão de adiar o início das operações foi tomada durante uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira em Bogotá entre Beney, um técnico do Brasil e o delegado nomeado pelo Governo para as libertações, Eduardo Pizarro.
Assim, a operação será iniciada na próxima segunda-feira, 7 de fevereiro, com a viagem da ex-senadora Piedad Córdoba, líder da missão, a São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com o Brasil, para buscar os helicópteros que irão resgatar os sequestrados.
Caso não haja imprevistos, na quarta-feira, 9 de fevereiro, a equipe chegará à cidade de Villavicencio com o primeiro refém libertado, o vereador Marcos Baquero.
Em seguida, serão libertados em Florença o vereador Armando Acuña e o oficial da Marinha Henry López Martínez, e a missão chegará ao fim em Ibagué, possivelmente por volta de 13 de fevereiro, com a entrega do capitão da Polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel.
Ao explicar os detalhes da operação, Córdoba havia assinalado na manhã desta segunda-feira que deveria viajar ao Brasil nesta quinta-feira para que as libertações começassem neste fim de semana.
No dia 8 de dezembro, as Farc anunciaram a libertação incondicional dos cinco reféns, sequestrados entre 2007 e 2010, como “gesto de humanidade” para Piedad, destituída de seu cargo de senadora por supostas ligações com a guerrilha.
Desde 2008 as Farc libertaram incondicionalmente 14 reféns, entre políticos, militares e policiais, graças à mediação da ex-parlamentar.