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Índia reitera seu compromisso sobre testes nucleares

Arquivo Geral

05/09/2008 0h00


O Governo indiano reafirmou hoje seu compromisso em manter uma suspensão de provas atômicas, approved em declaração que coincide com a reunião do Grupo de Fornecedores Nucleares (NSG) em Viena para decidir se acaba com suas restrições ao comércio com a Índia.

<i>Seguimos comprometidos com uma suspensão voluntária, unilateral de testes nucleares. Não assinamos corrida armamentista alguma, nem uma corrida de armas nucleares</i>, disse o chanceler indiano, Pranab Mukherjee, na declaração.

A Índia <i>tem um longo e firme compromisso com a eliminação total, não discriminatória e universal das armas nucleares</i>, assegurou o ministro, segundo o comunicado oficial.

A Índia possui bomba atômica, como seu vizinho e inimigo Paquistão, mas se recusa assinar o Tratado de Não-Proliferação (TNP) e o de Proibição dos Testes Nucleares.

O país assinou, em julho de 2007, um pacto de cooperação nuclear civil com os Estados Unidos para uma dispensa dos 45 países-membros do NSG que abriria as portas do mercado de combustível e de componentes atômicos para a Índia. No entanto, o acordo ainda está pendente.

Em plena reunião do NSG em Viena, que começou nesta quinta-feira, Mukherjee defendeu que a Índia dispõe de um controle de exportações de material nuclear conforme as normas do grupo de fornecedores.

<i>A Índia não será fonte de proliferação de tecnologias sensíveis, incluindo as transferências para enriquecimento e reprocessamento de combustível</i>, disse.

No acordo com os EUA, a Índia ressalta a esperança de sair do <i>isolamento nuclear</i> que lhe foi imposto quando começou a desenvolver a bomba atômica, a fim de poder aumentar seus recursos energéticos e manter o crescimento econômico.

Segundo Mukherjee, a iniciativa nuclear civil indiana <i>fortalecerá o regime internacional de não-proliferação</i> e terá <i>um impacto positivo profundo na segurança energética mundial e nos esforços internacionais no combate à mudança climática</i>.

Alguns membros do NSG expressaram suas ressalvas à abertura do comércio nuclear com a Índia, pois temem que dificulte o regime de não-proliferação e empurre o Paquistão para uma corrida armamentista.

O acordo com os EUA causou grandes problemas internos ao primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, cuja renúncia voltou a ser exigida nesta quinta pela oposição.

O TNP permite que apenas cinco países (EUA, França, Reino Unido, China e Rússia) disponham de armas nucleares, e proíbe a transferência de tecnologia atômica militar a outros países.

John Rood, chefe da delegação americana, assinalou à imprensa em Viena que na primeira sessão de hoje “se viveu um ambiente positivo”, e destacou que os EUA <i>seguem otimistas por poderem conseguir um acordo</i> sobre o levantamento das restrições.

Além disso, classificou o comunicado indiano de <i>muito significativo</i> e afirmou que o documento foi <i>elogiado</i> pelos membros do NSG.

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