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Índia faz funeral com honras de Estado para premiê Manmohan Singh

Singh foi um dos arquitetos da liberalização econômica da Índia no início da década de 1990, quando foi ministro das Finanças (1991-1996). Depois, conduziu o país como premiê e supervisionou a ascensão da atual terceira maior economia da Ásia

Redação Jornal de Brasília

28/12/2024 16h14

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Foto: Narinder Nanu/AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O governo da Índia realizou neste sábado (28) um funeral com honras de Estado a Manmohan Singh, primeiro-ministro por dois mandatos (2004-2014) e cuja morte gerou manifestações de pesar no país e no exterior.

Singh foi um dos arquitetos da liberalização econômica da Índia no início da década de 1990, quando foi ministro das Finanças (1991-1996). Depois, conduziu o país como premiê e supervisionou a ascensão da atual terceira maior economia da Ásia.

Seu corpo foi cremado às margens do rio Yamuna em Nova Déli, com honras completas. O funeral foi conduzido na tradição sikh enquanto sacerdotes entoavam hinos. Antes, o corpo, coberto pela bandeira indiana e adornado com flores, foi transportado pela capital em uma carruagem puxada por um caminhão cerimonial do Exército.

A bandeira foi removida, e o corpo, coberto com um pano açafrão antes de ser colocado na pira. Uma multidão de cidadãos prestou uma última homenagem a Singh, cujo caixão foi transferido para a sede do seu partido, o Congresso Nacional Indiano.

Desde sua morte, na quinta-feira (26), aos 92 anos, muitos têm se lembrado do comentário que ele fez próximo a deixar o cargo de primeiro-ministro: “Acredito sinceramente que a história será mais gentil comigo do que a imprensa contemporânea ou, por sinal, os partidos de oposição no Parlamento”.

A cerimônia deste sábado foi liderada pela presidente Draupadi Murmu e pelo primeiro-ministro Narendra Modi. O funeral contou com a presença de altos funcionários civis e militares e também do rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, do Butão.

Modi, criticado por Singh devido a suas políticas econômicas, referiu-se a ele como um dos “líderes mais ilustres” da Índia. Já a presidente Murmu afirmou que ele “será sempre lembrado pelo seu serviço à nação, pela sua vida política impecável e pela sua extrema humildade”.

O governo decretou luto nacional na quinta, que se prolongará até a próxima quarta-feira (1º).

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