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Mundo

Índia diz que atacou bases terroristas na Caxemira e Paquistão critica ação

Agência Estado

29/09/2016 13h21

Atualizada

O Exército indiano afirmou nesta quinta-feira que realizou "ataques cirúrgicos" durante a madrugada no que os militares apontaram ser bases terroristas localizadas na fronteira de facto do país com o Paquistão. A medida deve elevar as tensões crescentes entre os vizinhos, ambos detentores de armas nucleares.<p><p>O general Ranbir Singh, diretor-geral de operações militares na Índia, afirmou que "mortes significativas têm sido causadas pelos terroristas e por aqueles que tentam apoiá-los". Em entrevista coletiva, o militar indiano não deu detalhes da operação nem disse se os soldados indianos haviam entrado no território controlado pelo Paquistão.<p><p>A ação ocorreu após um ataque de militantes neste mês contra uma base do Exército indiano que matou 18 soldados. A Índia culpou o Paquistão pelo ataque e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que isso não ficaria "impune".<p><p>A Índia e o Paquistão travaram várias guerras desde a independência do Reino Unido em 1947. A Índia acusa o Paquistão, de maioria muçulmana, de apoiar militantes islâmicos que têm os indianos como alvo, algo que Islamabad nega. Terroristas paquistaneses mataram mais de 150 pessoas em Mumbai em 2008.<p><p>Modi diz que pretende adotar uma linha mais dura para lidar com o terror e outras ameaças de segurança. No ano passado, as forças especiais indianas realizaram ataques contra Mianmar tendo como alvo militantes acusados de atacar as forças de segurança indianas.<p><p>Uma graduada autoridade indiana, que pediu anonimato, disse ao Wall Street Journal que as forças indianas cruzaram a chamada linha de controle que separa as partes da região da Caxemira governadas pelos dois países com helicópteros, para atacar os campos dos militantes.<p><p>O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, divulgou comunicado no qual condenava a "agressão crua e não provocada" da Índia, que segundo Sharif resultou na morte de dois soldados do Paquistão. O Exército paquistanês disse que respondeu "fortemente" após o ataque. Já o ministro da Defesa paquistanês minimizou o episódio, ao descrevê-lo como um incidente com "pequenas armas de fogo". Fonte: Dow Jones Newswires. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo

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