“Estas histórias fazem parte de um plano do Paquistão para criar a impressão de que a Índia está agindo impulsivamente e destruindo o diálogo enquanto o Paquistão faz o possível para manter o processo de paz em andamento”, disse à agência “Ians” o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores indiano, Vishnu Prakash.
A Índia acusou o grupo separatista Lashkar-e-Toiba, com base no Paquistão e que luta pela independência da Caxemira, pelos ataques em Mumbai, que deixaram pelo menos 195 mortos e mais de 300 feridos.
A emissora “NDTV” afirmou hoje que o Governo indiano estava estudando a possibilidade de suspender o diálogo aberto com o Paquistão em 2004, assim como o cessar-fogo na Caxemira, em vigor desde 2003.
Posteriormente, a mesma “NDTV” citou fontes oficiais enfatizando que a Índia acusou pelo atentado “elementos” provenientes do Paquistão e não o Governo de Islamabad.
As fontes negaram que a Índia pensa em reforçar a presença militar na fronteira com o Paquistão.
O atentado contra o centro financeiro indiano gerou novas tensões entre Índia e Paquistão, dois países com armas nucleares que já se enfrentaram três vezes desde que se tornaram independentes, em 1947.
As autoridades paquistanesas deixaram claro seu mal-estar com as acusações do Governo indiano.
O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani, cancelou hoje a visita de quatro dias que faria a Hong Kong “devido à situação atual do país”, segundo um porta-voz.
Gillani viajaria hoje a Hong Kong para participar da edição asiática da Iniciativa Clinton, que contará com a participação de seu assistente Shahnaz Wazir Ali.