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Mundo

Índia afirma que ataques em Mumbai não têm <i>nada a ver</i> com a Caxemira

Arquivo Geral

16/12/2008 0h00

O ministro das Relações Exteriores indiano, discount Pranab Mukherjee, ed disse hoje que o massacre terrorista de Mumbai “não tem nada a ver” com as relações entre Índia e Paquistão nem com a disputa pela Caxemira.

“Não é uma questão caxemiriana. É parte da ação e a guerra global contra o terrorismo”, view disse Mukherjee, em entrevista coletiva, em Srinagar, capital da Caxemira indiana, transmitida ao vivo pela rede “NDTV”.

A Índia acusou o grupo fundamentalista Lashkar-e-Toiba (LeT), que luta pela anexação da Caxemira ao Paquistão, pelos ataques em Mumbai, que, segundo a última apuração oficial, deixaram 179 mortos.

O chefe da diplomacia indiana pediu à comunidade internacional que não veja os ataques sob o “prisma” das relações entre Nova Délhi e Islamabad, nem sob o “atual problema de Jammu e Caxemira”, nome oficial da região sob domínio indiano.

“A cor do terrorismo é a mesma no mundo todo, não tem ideologia nem religião, não respeita as fronteiras territoriais”, disse Mukherjee, que admitiu que o Paquistão também foi “vítima” do terrorismo.

“O terrorismo tem que ser contido”, disse o ministro, lembrando que não culpou pelos atentados nenhuma “agência particular” – em clara alusão aos serviços secretos paquistaneses -, mas “elementos” que atuam a partir do país vizinho.

Por isso, Mukherjee pediu de novo ao Governo paquistanês a levar as “provas” oferecidas pela Índia à “conclusão lógica”, que é uma “dura perseguição” dos supostos envolvidos.

O ministro se referiu também às eleições regionais na Caxemira, cuja sexta fase acontece amanhã e que terminam em 24 de dezembro, e pediu para “esperar” a formação de um novo Governo.

Mukherjee estimou o “desejo de participar da democracia” dos caxemirianos, e reconheceu que o pleito “concentra a máxima atenção não só do resto do país, mas também de uma grande parte do mundo”.

“O grande número de eleitores que depositou seu voto – na última fase, disse, a participação chegou a 60% – é significativamente superior comparado às eleições anteriores”, ressaltou, para reiterar que o processo “interno” na Caxemira indiana “não tem nada a ver” com os ataques em Mumbai.

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