Uma pessoa morreu nesta sexta-feira e dezenas foram detidas quando a Polícia de Djibuti dispersou milhares de manifestantes que se concentravam para protestar contra o Governo do presidente do país, Ismail Omar Guelleh.
Fontes ligadas aos manifestantes confirmaram a morte de uma mulher que vendia uma planta com propriedades estimulantes consumida em todo o nordeste africano, quando a Polícia enfrentou um grupo de pessoas que se aproximou do veículo no qual Guelle estava ao sair da sede do Governo.
Segundo disseram à Agência Efe testemunhas que pediram para permanecer no anonimato, os manifestantes começaram a se concentrar na manhã desta sexta-feira em frente ao estádio nacional de Djibuti, onde começaram a gritar palavras pedindo a renúncia do presidente.
Diferentes líderes de partidos da oposição incentivaram do exílio os cidadãos de Djibuti a seguirem o exemplo da Tunísia e do Egito e se manifestarem contra Guelle.
A oposição acusou o presidente durante a manifestação de mudar a Constituição para poder ser eleito para um terceiro mandato e de forçar seus oponentes a viverem no exílio.
No entanto, o ministro do Interior de Djibuti, Yassin Elmi Buh, afirmou que “o Governo permitiu que o povo se manifestasse”.
“Somos um estado democrático, aceitamos a liberdade de expressão, mas não aceitamos a violência”, assegurou Buh. “Se a oposição acredita que tem seguidores, que se candidate às eleições e vença, cederemos o poder”, acrescentou.
Guelle preside o Djibuti de forma autoritária desde 1999, quando sucedeu o primeiro presidente do país, Al-Hajj Hassan Gouled Aptidon.
O pequeno país do nordeste africano está situado em uma zona estratégica, entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, e tanto os Estados Unidos como França e Alemanha têm bases militares na nação.