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Incêndio ao norte de Madri é ‘o mais complexo’ da história recente da Espanha

Espanha tem sofrido ondas de calor cada vez mais prolongadas e frequentes nos últimos anos, com temperaturas superiores a 40°C, o que cria condições propícias para incêndios florestais devastadores

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 13h18

incendio madri

Foto: INFOCAM/AFP

O incêndio florestal que deflagrou na última quinta-feira, cerca de 100 quilômetros ao norte de Madri, e que já consumiu 30.000 hectares, é “o mais complexo” de extinguir na história recente da Espanha, alertou nesta terça-feira (21) o presidente da região de Castilla-La Mancha.

O incêndio na província de Guadalajara, considerado o mais grave do ano no país, causa grande preocupação às autoridades, justamente quando se iniciou uma nova onda de calor nesta terça-feira.

Na linha de frente do aquecimento global, a Espanha tem sofrido ondas de calor cada vez mais prolongadas e frequentes nos últimos anos, com temperaturas superiores a 40°C, o que cria condições propícias para incêndios florestais devastadores.

Uma densa coluna de fumaça elevava-se das montanhas que rodeiam a cidade de Tamajón, onde se localiza o posto de comando dos bombeiros. Uma jornalista da AFP pôde observar, na tarde desta terça-feira, helicópteros e aviões se revezando no lançamento de água sobre as chamas.

O incêndio em Guadalajara “exigiu o maior destacamento de bombeiros da história da região”, afirmou o presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page.

O incêndio é “o mais complexo dos que foram combatidos nos últimos anos” no país, acrescentou. Até 600 bombeiros e “29 aeronaves” combateram as chamas “ao mesmo tempo”, disse García-Page.

O presidente regional expressou um otimismo cauteloso, observando que “estamos começando a ver a luz no fim do túnel”, mas alertou que a vitória ainda não pode ser declarada.

Segundo as autoridades, este incêndio é complexo porque começou em uma área árida e praticamente desabitada, com vegetação rasteira densa, o que facilitou sua rápida propagação.

O incêndio já consumiu 30.000 hectares, afirmou a ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, que visitou Tamajón.

Cerca de 1.200 pessoas de 34 municípios foram deslocadas preventivamente devido ao incêndio, que não causou vítimas, segundo o Serviço de Prevenção e Combate a Incêndios (Infocam).

Segundo García Page, os bombeiros “consideram o avanço do fogo praticamente interrompido” em direção à cidade de Soria (com 40.000 habitantes), na região vizinha de Castela e Leão.

A Espanha já sofreu um dos incêndios florestais mais mortais de sua história recente, que começou no sul da Andaluzia em 9 de julho e causou 13 mortes, devastando 7.000 hectares.

“Estamos enfrentando semanas particularmente complexas e o risco de incêndios permanece muito alto”, alertou a porta-voz do governo, Elma Saiz, nesta terça-feira.

Agence France-Presse

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