O Governo da Hungria afirmou nesta quinta-feira que acredita que o dique de contenção para evitar um novo vazamento no oeste da Hungria, onde o “barro vermelho” causou uma catástrofe ambiental no último dia 4, deve resistir por enquanto.
Anna Nagy, porta-voz do Executivo, disse hoje em Devecser, uma das localidades mais afetadas pelo vazamento da lama tóxica, que as autoridades controlam constantemente o estado do dique.
“O movimento do dique parou”, afirmou a porta-voz à imprensa, segundo a agência de notícias húngara “MTI”.
Cinco dias depois do vazamento, o muro de contenção apresentou várias fendas, o que causou preocupação quanto à possibilidade de um novo acidente.
Em Budapeste, o comissário de desastres, György Bakondi, disse que tanto em Kolontár quanto em Devecser, as duas localidades mais afetadas pela enchente, serão criados espaços para lembrar o acidente.
Nas áreas mais devastadas de Kolontár, “será construído um memorial e em Devecser um parque memorial”, declarou Bakondi à imprensa.
Além disso, as autoridades iniciaram os preparativos para iniciar a construção de imóveis para os moradores que perderam suas casas por causa da catástrofe.
“Tudo depende da meteorologia, mas queremos começar com a construção desses imóveis”, afirmou o comissário.
Na semana que vem, o Governo húngaro decidirá sobre os planos concretos de reconstrução e sobre o financiamento das obras, acrescentou o funcionário húngaro.
Os novos imóveis terão entre 48 e 100 metros quadrados, considerando as necessidades dos moradores.
Os habitantes de Kolontár voltaram para suas casas no fim de semana passado, depois de serem evacuados diante do perigo de um novo vazamento.
A catástrofe ambiental mais grave da história do país deixou nove mortos no país.