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Mundo

Hugo Chávez diz que destino da região depende do Mercosul

Arquivo Geral

18/12/2007 0h00

O presidente venezuelano, health Hugo Chávez, afirmou hoje que “o destino da América do Sul depende do destino do Mercosul” e ofereceu a “modesta” ajuda de seu país a este bloco, que realiza sua cúpula hoje em Montevidéu.

A Venezuela busca se tornar o quinto membro do Mercosul, junto com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, mas essa adesão ainda não foi ratificada pelos Parlamentos do Brasil e do Paraguai, em meio ao receio por causa dos métodos populistas de Chávez.

“Deveriam nos dar um troféu de prêmio à resistência. Faz nove anos que a Venezuela pediu a entrada no Mercosul”, afirmou Chávez aos membros do bloco regional, enquanto lembrava a atitude dos Legislativos brasileiro e paraguaio.

Antes de apresentar suas propostas, Chávez fez um balanço dos problemas sofridos por seu país durante Governos passados por causa dos Estados Unidos – segundo o governante venezuelano.

“(Os americanos) impuseram o esporte, o teatro (…), os nomes das crianças”, disse.

A Venezuela “foi tomada como uma colônia” e se tornou um “sultanato petrolífero”. Ao mesmo tempo, acrescentou, “não pagavam impostos, poluíram rios, lagos, lagoas e nos impuseram uma cultura”.

No entanto, “decidimos olhar para o sul, com todos os custos em que isso implica”, disse.

“A Venezuela quer vir ao Mercosul para ajudar, em primeiro lugar. Para ajudar modestamente, agregar, somar com nossos modestos potenciais ao grande potencial do sul”, acrescentou.

Para isso, disse, “queremos apresentar nosso pensamento crítico (…) à consciência crítica e à ação crítica”.

A fim de preparar a entrada no Mercosul, a Venezuela – disse – tomou uma série de ações destinadas também a “contribuir ao combate das assimetrias”, e que apoiarão, principalmente, as economias mais fracas do grupo, ou seja, a uruguaia e a paraguaia.

Chávez disse que a Venezuela terminará 2007 com um número aproximado de US$ 55 bilhões a US$ 60 bilhões em importações, que “vêm do norte, e nós queremos que venham do sul”, disse.

O presidente venezuelano falou sobre o potencial da energia e retomou as palavras da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, para ressaltar a necessidade de “encaixar bem a equação” energética dentro do Mercosul para evitar ingerências externas.

Além disso, abriu as portas da Venezuela para as empresas dos países-membros do Mercosul, e prometeu continuar aumentando os investimentos de seu país nesta região.

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