Um homem que dizia ser empregado da ONU e roubou imigrantes em Nova York foi condenado nesta segunda-feira a cumprir entre cinco e dez anos de prisão, informou a promotoria de Manhattan.
Marc Payen, de 29 anos, foi considerado culpado de várias acusações de furto, falsificação e fraude. O juiz também o condenou a restituir US$ 17 mil a suas 11 vítimas de fraude – quase todos haitianos -, das quais oito testemunharam contra o réu durante o processo judicial.
De acordo com documentos apresentados pela promotoria, entre setembro de 2009 e abril de 2010, Payen afirmou a pelo menos seis de suas vítimas que era um advogado que trabalhava para Nações Unidas ou que era um empregado dos serviços de imigração da ONU.
As autoridades judiciais confirmam que Payen começou a trabalhar como voluntário nas Nações Unidas, mas não estava autorizado a se identificar como empregado da organização ou fornecer informações relacionadas a serviços de imigração.
Segundo a promotoria, quando um terremoto devastou o Haiti em janeiro de 2010, Payen entrou em contato com seis de suas vítimas e lhes garantiu que podia conseguir o Status de Proteção Temporário que permite a imigrantes ilegais viverem e trabalharem legalmente nos EUA por um período determinado de tempo.
Payen também declarou que poderia obter para eles a residência permanente e permissões de trabalho e cobrou entre US$ 1 mil e US$ 3 mil por seus serviços. No total, as vítimas pagaram mais de US$ 12,5 mil, de acordo com a promotoria.
“Marc Payen se aproveitou de imigrantes em situação vulnerável ao mentir dizendo que era empregado das Nações Unidas, utilizar documentos falsos e capitalizar os estragos do terremoto ocorrido no Haiti”, assinalou o promotor de Manhattan, Cyrus Vance.