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Mundo

Homem morre durante protestos contra o G20 em Londres

Arquivo Geral

01/04/2009 0h00

Um homem morreu hoje após cair no chão durante as manifestações de protesto contra o Grupo dos Vinte (G20, healing que reúne os países mais ricos e principais emergentes) que foram registradas na City, o centro financeiro de Londres, informou a Polícia britânica.

Em comunicado, a Scotland Yard explicou que o corpo da vítima, não identificada, foi encontrado após a Polícia ser alertada de que havia um homem no chão que não estava respirando.

Uma testemunha que estava presente afirmou que o homem, na casa dos 30 anos, parecia ter morrido de causas naturais, segundo a emissora pública “BBC”.

Centenas de manifestantes seguem reunidos na City após um dia de protestos em vários pontos de Londres, a maioria deles pacíficos, que já deixaram 32 detidos.

No comunicado, a Polícia disse que tinha tentado, sem sucesso, socorrer o homem, que foi levado de ambulância a um hospital, onde a morte foi comprovada.

O Serviço de Ambulâncias, que substituiu a Polícia na tarefa de reanimação, explicou, por sua vez, que às 15h24 (de Brasília) tinha recebido uma ligação telefônica de um cidadão que informava que um homem estava caído e inconsciente, mas ainda respirando, às portas do Banco da Inglaterra.

No entanto, outra ligação, cinco minutos mais tarde, comunicava que a vítima tinha deixado de respirar.

Hoje, a City foi palco dos protestos mais intensos dos que foram registrados em Londres por ocasião da reunião do G20 na quinta-feira na capital.

Grupos anarquistas e ambientalistas, em sua maioria contrários ao capitalismo, se concentraram no centro financeiro, em frente ao banco central, com o objetivo de paralisar a atividade dessas instituições financeiras e empresas.

No total, 32 pessoas foram detidas nessa área por crimes tão diversos quanto portar uniformes policiais ou drogas, obstruir a passagem, desordem pública ou desacato às autoridades, mas nenhuma delas foi acusada formalmente, informaram à Agência Efe fontes da Polícia.

Apesar de ter havido protestos em frente ao Parlamento, no centro da cidade, e no centro de convenções Excel, sede da cúpula, os mais fortes ocorreram na City, onde houve momentos de tensão e conflitos com a Polícia, que, durante várias horas, cercou os manifestantes.

Um grupo de ativistas invadiu o edifício do Royal Bank of Scotland -símbolo da crise de créditos no Reino Unido e que foi parcialmente nacionalizado – e quebrou alguns vidros. Duas pessoas foram detidas por furto em relação a esses fatos, informaram os agentes.

A Scotland Yard tinha advertido aos funcionários da City que se vestissem informalmente e, se pudessem, trabalhassem de casa para evitar se verem envolvidos no protesto.

Bandas de música, pessoas fantasiadas e bonecos vestidos de banqueiro tomaram as ruas, gritando e carregando cartazes nos quais se lia, entre outras coisas, “Punição aos saqueadores” ou “RIP (descanse em paz, em inglês) Canary Wharf 1990-2009”, em alusão a uma área do sudeste de Londres onde estão alguns bancos britânicos.

Hoje, cinco mil policiais estiveram de serviço em Londres, em um dispositivo de segurança que, no total, custou 7,2 milhões de libras (8 milhões de euros).

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