O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, reiterou nesta quinta-feira a recusa de seu país a somar-se aos bombardeios da Otan contra alvos terrestres na Líbia, apesar das chamadas da organização para contar com mais recursos.
“Não somos contra os bombardeios, mas a Holanda não fará parte”, ressaltou Rutte em entrevista coletiva na visita do secretário-geral da Aliança, Anders Foght Rasmussen, para Haia.
Na atualidade, só uma minoria de países aliados liderados pela França e o Reino Unido intervêm nos ataques contra alvos em solo líbio, enquanto uma maioria limita-se a contribuir à missão por outros meios.
Entre estes últimos estão os aviões F-16 holandeses, responsáveis por missões de vigilância e de defesa lateral.
O secretário-geral da Otan viajou nesta quinta-feira a Haia para, entre outras coisas, buscar um maior apoio da Holanda à missão na Líbia.
Rasmussen, de qualquer maneira, ressaltou por meio de um comunicado o papel “crucial” que desempenha o país nas operações aliadas.
“No Afeganistão, no Kosovo e agora na Líbia, a Holanda desempenhou uma parte importante em nossos esforços para manter a paz e a segurança”, assinalou.
Rasmussen repetiu que a Otan continuará com suas operações contra o regime de Muammar Kadafi enquanto for necessário para garantir a proteção dos civis, como fixa a resolução das Nações Unidas na qual baseia-se sua missão.
Rutte garantiu que a Holanda está disposta a manter o compromisso pelo tempo que falta, mas confia que “o ditador deixe o poder mais rápido possível”.