“Desejamos um (Governo) de cooperação e coordenação nacional em vez de um com barreiras. O sucesso do Executivo beneficia o Líbano, a resistência e todos os libaneses”, disse o dirigente xiita, em referência ao Gabinete anunciado há dois dias que precisou superar cinco meses de desavenças entre grupos políticos.
Nasrallah, que discursou por ocasião do “dia do mártir”, afirmou que, à parte a defesa do país, outras prioridades para o novo Governo serão os assuntos econômicos, as violações israelenses e a continuação da ocupação em algumas partes do território.
Sobre o conflito do Oriente Médio, criticou o Governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Segundo ele, as esperanças postas nele desapareceram, já que “continua se preocupando apenas com os interesses de Israel e sua segurança”.
Para Nasrallah, Obama não levou em consideração “a dignidade e os sentimentos dos árabes e muçulmanos, e de seus Governos”.
Além disso, reiterou que seu grupo não quer a guerra, “mas que o inimigo (Israel) saiba que (…) não dividirá os libaneses”, que estarão juntos defendendo seu povo e sua terra.
“Somos capazes e estamos preparados para destruí-lo (Israel). Antes não estávamos tão fortes como na atualidade. Reforçamos nossos pontos fracos na guerra de 2006. Estamos preparados, que enviem todas as tropas que vamos destruí-las em nossas montanhas e vales”, afirmou Nasrallah.