A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, viaja hoje ao Haiti para saber como pode agilizar a resposta humanitária às necessidades do país caribenho e para ajudar na retirada dos americanos após o terremoto de terça-feira.
Ao anunciar a viagem em uma entrevista coletiva na sexta-feira, Hillary disse que as equipes de vários países lutavam “contra o relógio” para socorrer as vítimas do tremor.
A secretária de Estado chegará a Porto Príncipe carregada de ajuda humanitária e acompanhada do diretor da agência americana para o desenvolvimento internacional (Usaid), Rajiv Shah.
Além de se reunirem com o presidente haitiano, René Préval, e com equipes de socorro, ambos visitarão a região afetada pelo terremoto.
Segundo Hillary, durante a viagem ela comunicará ao povo haitiano o “apoio incondicional a longo prazo” de seu país na reconstrução do Haiti.
“Voltarei com alguns americanos que esperam ser retirados, por isso também há razões muito tangíveis” para a viagem, disse ontem a chefe da diplomacia americana.
A secretária acrescentou que não deverá deixar a área do aeroporto para não atrapalhar nos trabalhos de resgate e para que o uso de automóveis seja exclusivo para o transporte de socorristas e profissionais de saúde.
Quando voltar de viagem, Hillary pretende telefonar para outros líderes mundiais e informá-los dos esforços humanitários no Haiti.
Neste sábado, a Casa Branca informou que o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, sua mulher, Jill, e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, viajarão amanhã ao sul da Flórida para se reunir com líderes da comunidade haitiana.
A visita à Pequena Haiti, em Miami, é motivada pela decisão do Governo de conceder o Status de Proteção Temporário (TPS, na sigla em inglês) aos milhares de imigrantes haitianos que vivem ilegalmente nos EUA.