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Mundo

Hillary promete ajudar em trabalhos de resgate e reconstrução no Haiti

Arquivo Geral

17/01/2010 0h00

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse hoje aos haitianos que os Estados Unidos é um país “amigo” e prometeu continuar ajudando nos trabalhos de resgate e reconstrução do país, em coordenação com o Governo haitiano.

Hillary foi hoje a primeira integrante do alto escalão dos EUA a visitar Porto Príncipe após o devastador terremoto de terça-feira passada e se reuniu com o presidente haitiano, René Préval.

Em declarações à imprensa haitiana no aeroporto de Porto Príncipe, Hillary ressaltou que EUA estão no Haiti “a convite de seu Governo, para ajudar”, e assegurou que as forças de seu país estarão ali “hoje, amanhã e previsivelmente em um futuro”.

A chefe da diplomacia americana destacou que conversou com Préval sobre a necessidade de restabelecer as comunicações, assim como os serviços de eletricidade e transporte.

“Decidimos nos coordenar estreitamente para atingir essas metas”, disse Hillary, que chegou hoje de tarde a Porto Príncipe em um avião de carga da Guarda Costeira dos EUA repleto de ajuda humanitária.

Estados Unidos e Haiti emitirão amanhã um comunicado conjunto que delineará as tarefas em prol da reconstrução do país caribenho.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participavam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou neste sábado a morte do vice-representante do organismo no Haiti, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou já na sexta-feira o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.

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