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Mundo

Hillary Clinton pede saída imediata de Gbagbo

Arquivo Geral

03/04/2011 17h46

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje (3) que o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, deve “retirar-se imediatamente”, argumentando que seu governo conduzirá o país à “anarquia”, segundo informações da Agência Lusa.

 

Gbagdo, que perdeu as eleições de novembro passado, se recusa a passar o governo a Alassane Ouattara – reconhecido pela comunidade internacional como o vencedor da eleição presidencial.

 

A ONU e as organizações Não Governamentais (ONGs) acusam os dois lados por serem responsáveis pelos ataques que ocorreram no Oeste do país durante a recente ofensiva dos defensores de Ouattara.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon pediu hoje (3) a Alassane Ouattara, o presidente costa-marfinense reconhecido pela comunidade internacional, para tomar medidas contra o massacre de 800 pessoas no Oeste do país, disse um porta-voz das Nações Unidas.

 

Quattara, ainda não tomou posse como presidente porque Laurent Gbagbo, atual líder, se recusa a deixar o poder. Gbagbo perdeu as eleições presidenciais promovidas em novembro. Manifestantes de cada lado protestam desde a última semana e acabam entrando em confronto, o que tem deixado várias pessoas mortas e feridas.

 

Durante um contato telefônico de Ban-Ki-moon com Quattara, o presidente voltou a desmentir as acusações sobre o envolvimento de seis de seus apoiadores no massacre de sexta-feira (1º) na cidade de Duekoue, acrescentou o porta-voz. Ouattara disse ter pedido um inquérito sobre esses acontecimentos.

 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e as Nações Unidas revelaram que cerca de 800 pessoas foram mortas no decurso de uma ofensiva no início da semana das Forças Republicanas (FRCI, pró-Ouattara) em Duekoue, uma cidade estratégica no Oeste da Costa do Marfim.

 

Apesar de a ONU ter acusado as forças que apoiam Laurent Gbagbo de violações dos direitos humanos no conflito, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse na sexta-feira que receava “graves violações” desses direitos pelas forças que apoiam Ouattara, o presidente reconhecido pela comunidade internacional.

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