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Hillary Clinton está preparada para nova batalha pela candidatura

Arquivo Geral

12/05/2008 0h00

A senadora Hillary Clinton é a favorita para as eleições de amanhã na Virgínia Ocidental, stomach mas nem essa nem as outras cinco primárias restantes permitirão que alcance seu adversário pela candidatura presidencial democrata, pills Barack Obama.

Segundo os últimos dados da “CNN”, o senador por Illinois tem 1.869 delegados, frente aos 1.697 de Hillary.

O sistema proporcional impossibilita que a senadora possa alcançar o número de delegados que falta, mas sua equipe de campanha afirma que se Hillary superar Obama no final do processo de primárias em junho em votos populares, ela deveria ser a candidata democrata.

“Hillary está a ponto de receber o voto popular em nível nacional, uma parte chave de nosso plano para ganhar a candidatura”, disse no domingo o presidente de sua campanha, Terry McAuliffe, em carta aos partidários da senadora.

McAuliffe esclareceu que esses cálculos incluem Flórida e Michigan, que foram penalizados pelo partido e não poderão enviar delegados à convenção democrata por terem antecipado a data de suas primárias.

Hillary ganhou nos dois estados, mas nenhum dos dois “presidenciáveis” democratas fez campanha e Obama sequer incluiu seu nome nas cédulas de Michigan.

O Partido Democrata analisará no final deste mês o que fazer com esses delegados, mas, até neste improvável cenário, Obama lideraria.

Mesmo assim, Hillary mantém sua candidatura e dedicou no domingo o Dia das Mães para fazer campanha na Virgínia Ocidental.

“Uma mulher é como um saco de chá. Não se sabe o quão forte é até que esteja em água quente”, disse no domingo, parafraseando a ex-primeira-dama americana Eleanor Roosevelt.

Não resta dúvida de que Hillary Clinton está na “água quente” e poucos questionam sua força, mas com US$ 20 milhões de dívida e a impossibilidade matemática de atingir Obama, cada vez mais pessoas dão sua batalha como perdida.

Os sinais dessa derrota não deixam de aparecer.

A migração de “superdelegados” (importantes membros do partido e funcionários eleitos) para a campanha de Obama é um dos indícios mais sintomáticos.

Hillary liderava entre os “superdelegados”, um exclusivo clube de aproximadamente 800 membros que serão decisivos neste ano na seleção do candidato presidencial democrata.

Tradicionalmente, o aspirante é eleito nas urnas mediante votação popular, mas nem Hillary nem Obama conseguirão neste ano os 2.025 delegados necessários, o que fará com que os “superdelegados” tenham a última palavra.

O progressivo avanço de Obama lhe permitiu ganhar adeptos na elite do partido, uma tendência que se acelerou após as primárias da semana passada na Carolina do Norte e em Indiana.

Segundo a rede de televisão “CNN”, o senador por Illinois já supera Hillary em número de “superdelegados”, ao somar 277 delegados, em relação aos 273 da senadora por Nova York.

Outra das provas de que Obama poderia estar próximo a se tornar candidato são seus planos de viagem.

Assim, na quarta-feira irá a Michigan, um estado que, segundo os assessores do candidato republicano, John McCain, será palco de eleições presidenciais muito acirradas em 4 de novembro.

Obama terá assim a oportunidade de fazer campanha em um estado que foi ignorado depois que o partido anunciou sua intenção de penalizá-lo por antecipar o pleito.

A essa visita são somados seus planos de passar, na semana que vem, três dias na Flórida, outro estado que também será chave em novembro.

A equipe de campanha do senador por Illinois insiste em que Obama não dá a luta com Hillary nas primárias por encerrada e anunciou que irá a Oregon neste fim de semana, um dos estados nos quais ainda não houve votação.

Mas, apesar disso, começou também a planejar uma estratégia para começar a competir claramente com McCain.

“Nossa agenda reflete o fato de que ainda estamos lutando por votos e delegados (…) mas também que vamos visitar lugares que serão competitivos” em novembro, explicou à imprensa Bill Burton, um dos assessores de Obama.

“John McCain não teve um desafio durante muito tempo”, disse Burton, em clara exibição da nova estratégia de Obama.




 

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