Os helicópteros brasileiros que vão participar do resgate de dois reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram nesta terça-feira ao aeroporto de Cali, depois que o Governo colombiano autorizasse o início das libertações, frustradas no domingo passado.
Os helicópteros partiram da cidade de Ibagué, onde tinham chegado no domingo após resgatar na floresta o policial Carlos Alberto Ocampo, mas não o major da Polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel porque as Farc entregaram coordenadas erradas, segundo o Governo.
Ambos fazem parte da missão de libertação anunciada pelas Farc em dezembro como “gesto de humanidade” para a ex-senadora Piedad Córdoba, destituída de seu cargo por supostas ligações com a guerrilha.
A operação para concretizar essas libertações começou na quarta-feira passada com a entrega do vereador Marcos Baquero e continuou na sexta-feira com as do também vereador Armando Acuña e do infante da Marinha, Henry López.
No domingo a guerrilha libertou o patrulheiro Ocampo, que não figurava entre os anunciados em dezembro, mas não fez o mesmo com Solórzano e Sanmiguel.
Após avaliar o episódio na segunda-feira com representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), organismo que coordena a missão humanitária junto com Córdoba, o Governo autorizou nesta terça-feira a libertação desses dois sequestrados.
O interlocutor do Governo para as libertações, Eduardo Pizarro, explicou que será o Executivo que determinará a hora para iniciar a operação de Cali e advertiu que não vai permitir que as Farc “voltem a descumprir”.
Por sua parte, o comandante das Forças Armadas, o almirante Edgar Cely, disse aos jornalistas que, se as Farc entregarem as coordenadas das libertações antes das 18h do horário local desta terça-feira (21h do horário de Brasília), a partir desse momento se suspenderão as operações militares na zona para que a missão seja na quarta-feira.
Enquanto isso, Piedad Córdoba reúne-se em Bogotá com membros de Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), grupo que ela lidera, “para tomar uma decisão definitiva” a respeito das libertações, segundo escreveu a ex-senadora na sua conta do Twitter.