O líder do Hamas, seek Khaled Mashaal, online confirmou hoje que o grupo rejeita a libertação do soldado israelense seqüestrado Gilad Shalit em troca de que Israel abra as passagens fronteiriças de Gaza.
Mashaal fez a declaração durante um discurso em Doha, retransmitido pela televisão “Al Jazira”, durante sua participação em uma conferência que foi chamada de “Gaza venceu”.
“Em resposta às declarações de (primeiro-ministro israelense, Ehud) Olmert de hoje, nas quais disse que não abrirão as passagens até que Shalit seja libertado, confirmo, em nome do Hamas que não vamos equiparar a abertura das passagens com (a libertação) Shalit”, afirmou Mashaal.
Hoje de manhã, Olmert assegurou, em reunião com o novo enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que a reabertura das passagens fronteiriças com Gaza depende dos avanços para a libertação do soldado Shalit, seqüestrado em junho de 2006 nas proximidades da Faixa por vários milicianos palestinos.
O porta-voz do primeiro-ministro israelense, Mark Regev, disse à Agência Efe que Olmert afirmou a Mitchell que os postos fronteiriços “hoje estão abertos sem limite para a ajuda humanitária, mas seu funcionamento normal e permanente só poderá acontecer quando se avançar na libertação de Shalit”.
Além disso, o dirigente do Hamas destacou que “é preciso equiparar o assunto de Shalit com a libertação de nossos presos nas prisões do inimigo”.
Durante sua visita a Doha, a delegação do Hamas manteve uma reunião com o emir do Catar, xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, segundo a agência oficial de notícias catariana “QNA”.
A fonte afirmou que, durante esse encontro, as partes trataram da situação nos territórios palestinos, mas não ofereceu detalhes sobre as conversas.