O líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, condenou nesta segunda-feira o “assassinato” de Osama bin Laden em uma operação das forças especiais americanas no Paquistão e disse que ele era um “mártir da guerra santa”, enquanto a Autoridade Nacional Palestina (ANP) felicitou a ação dos Estados Unidos.
“Vemos este (episódio) como uma continuação da política americana baseada na opressão e no derramamento de sangue muçulmano e árabe”, disse Haniyeh em declarações a um grupo de jornalistas em Gaza.
O dirigente do movimento islâmico Hamas qualificou Bin Laden como “um combatente santo árabe” e “pediu a Deus que seja misericordioso com os verdadeiros crentes e os mártires”.
Suas declarações foram dadas em um momento em que o Hamas tenta se aproximar do Ocidente, através de um acordo de reconciliação com o movimento nacionalista palestino Fatah e que deve ser assinado na quarta-feira no Cairo.
O primeiro-ministro do Governo da ANP na Cisjordânia, Salam Fayyad, declarou que Bin Laden “foi uma pessoa que dedicou toda sua vida ao terrorismo e à destruição”.
“Espero que sua morte seja o fim de uma época obscura”, afirmou em entrevista coletiva em Ramallah.
O porta-voz de Fayyad, Ghassan Al Khatib, tinha qualificado horas antes a morte do mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 como um passo para a paz.
“A morte de Bin Laden é um bom desenvolvimento para a paz e a segurança no mundo”, declarou Khatib, na primeira reação de um funcionário da Autoridade Nacional Palestina (ANP) à notícia.
O porta-voz da ANP ressaltou, no entanto, que “o mais importante é nos livrarmos da ideologia e das crenças radicais de Bin Laden”.